A Tasmânia é uma ilha pouco conhecida, situada no sudoeste da Austrália. Escassamente habitada, nela, entre outros, vive um animal famoso pela sua ferocidade. Até aqui tudo normal, não fosse pela desproporcionalidade da ferocidade do animal em relação ao seu tamanho, uma vez que o próprio, apesar de ter um nome famosamente feroz, tem o tamanho de um gato do mato. Mas é brabo, como é brabo, ele é feroz! Ele é o tal tigre da Tasmânia, um temperamental. De tal forma que inspirou um personagem de revistas em quadrinho, famoso por sua rusticidade e que é apresentado de forma caramelada para ser digerido por crianças; o Taz, conhecem?
Há muitos anos atrás, li um artigo médico em que as personalidades eram classificadas conforme o biótipo do indivíduo: daquela forma, as pessoas longilíneas, obesas, esquálidas, normolíneas ou brevilíneas eram portadoras de personalidades típicas, cada qual ao seu biótipo. Em particular, os brevilíneos, ou os baixinhos, eram apresentados no artigo com uma personalidade singular: atenciosos, ensimesmados, organizados, solícitos, mandões, conquistadores de suas metas e, sobretudo, obstinados, no artigo, os tipos pícnicos. Muitas dessas características, acredito, são frutos da sua biologia, assim como outros detalhes nos demais biótipos citados, mas muita coisa vem da cultura ambiental, conseqüente ao onde e como o baixinho foi criado e como é tratado. Ou seja, parte lhe é natural e parte é reacional. E ao observar a vida, ao longo de muitos anos, conheci muitos baixinhos assim, encaixados em ditos parâmetros.
Quando Sr.Bayard Paschoa Pereira, além de vice-prefeito, exercia uma função de secretário (não lembro bem qual a função), comprou uma briga com um tipo de comércio que ganhava raízes na cidade, que eram as tais casa de venda de bebida do tipo “24 horas”, além de comemorar a sua posição no intuito de regulamentá-las e enquadrá-las nos ditames do bom convívio público, em sendo revidado e desafiado, pensei comigo: “_Os donos desses comércios estão ferrados com aquele baixinho”. Deu no que deu: hoje não existem mais casas daquele tipo, ao menos a infernizar seus vizinhos. “Coisa de baixinho” - poderia se dizer. Eu não o conhecia mais que de nome, por homem público que era, o havia visto uma só vez, no jornal. Mas, um dia encontrei-o em um restaurante e fui cumprimentá-lo por sua empreitada bem intencionada, direcionada ao bem público. E ainda brinquei com ele, baseado no que conhecia dos baixinhos, que os donos dos comércios atingidos e outros mais, o que no futuro se constataria, simplesmente não sabiam com quem haviam se metido...
Quando o Sr. Bayard, por desavenças políticas e/ou administrativas, as quais desconheço e que por tal não faço juízo, perdeu sua condição na administração municipal, não tendo onde ao menos despachar, colocou seu escritório num trailler na Praça da Estação, o que rendeu-lhe ser notícia estadual, considerei seu ato um tipo de bravura, de que ali estava um homem que não dobrava a espinha, um “lombo-duro” como se chama, além de muito criativo: “coisa de baixinho”. E um dia, ao passar por ali, fui cumprimentá-lo por seu ato estóico, pela defesa de sua integridade pessoal. E contei-lhe sobre o tal tigrinho briguento, o tal tigre da ilha chamada Tasmânia. E assim passei a chamá-lo: O Tigre da Tasmânia!
Pois, não é que o baixinho, de candidato natural da situação a prefeito que parecia ser – um “páreo corrido”, seria - foi empurrado para o ostracismo...! E, de novo, não se dobrou e voltou agora candidato por seu partido, correndo isolado e por fora. E vão bater nele! E, sabem como é... ...ainda por cima, trazendo uma plataforma consistente e simples: desemprego e pavimentação das ruas. Além do primeiro, esta última, uma deficiência, uma chaga crônica e tenebrosa em nossa cidade, que até hoje todos os mandatários desprezaram. E até pioraram as suas já precárias condições, pois os buracos e desníveis se multiplicaram e até faixas de segurança foram retiradas (apenas por curiosidade, já pensaram em como seria uma Bagé asfaltada?)
Não se trata aqui de uma abertura de voto de minha parte, existem outros candidatos e ainda não ouvi a todos, além do quê o meu voto é secreto. Apenas, apresento aqui um tema curioso para análise: se todas as outras virtudes já foram valorizadas pelos eleitores, no passado, para direcionarem seus votos aos candidatos a prefeito, já pensaram em votar em alguém, também ou apenas, por seu biótipo, apenas pelo fato do candidato ser baixinho, trazendo junto sua típica personalidade?
Afinal, existem vários precedentes, desde Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, que mandaram no Rio Grande por décadas, passando por Getúlio Vargas, que conquistou o Brasil, até Napoleão Bonaparte, que conquistou a Europa. Todos baixinhos, digo, brevilíneos. Pensem nisso!
politica
sábado, 5 de julho de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
O macaco explica
O estudo das emoções pela neurociência permite-nos conhecer algumas delas, caracterizadas como básicas. E que existem desde os animais: o medo, a raiva, o desconforto e o prazer. Aliás, são emoções apontadas como responsáveis pela sobrevivência de seus portadores ao longo da evolução do mundo. Basta uma análise da importância do medo para a autodefesa, por exemplo, para entender-se esse fato.
Importante notar-se, também, que à cada emoção básica, existe nos animais uma expressão corporal correspondente e que é uma forma de comunicação do seu estado momentâneo, feita aos seus circunstantes, o que inclui a expressão da face.
Um exemplo claro desta afirmação e para melhor entendimento, é o que constatamos ao observar a expressão facial dos macacos, quando estes têm emoção de tristeza, espanto, alegria ou raiva. E quando, para cada emoção, a face deste animal ”fala” com uma expressão bem especificada, já observaram?
Estuda-se assim uma linguagem corporal, a facial incluída, que permanece também no homem desde a sua passagem pela condição irracional(ou menos racional). E que é muito usada, o mais das vezes sem se perceber, até os dias de hoje. Uma linguagem que quem observa-nos é capaz de entendê-la sem dar-se conta, uma comunicação sub-liminar que tem grande importância nas relações humanas de todo o dia, responsável pelas nossas empatias e simpatias para com os demais e dos circunstantes conosco. Ainda que sem contatos verbais e que muitas vezes parecem ser tão impessoais e involuntárias.
Em época de campanha eleitoral, por exemplo, e de sobe e desce dos candidatos presidenciais nas pesquisas, para entendê-las é possível lançar-se mão dos conhecimentos sobre a comunicação não verbal descrita, entre os quais os da comunicação expressa pela mímica facial inerente as emoções.
Vejamos, então, como se pode explicar as posições nas pesquisas de alguns candidatos, antes mesmo que tivessem começado a divulgação das plataformas. Garotinho, ao seu tempo, talvez, por seu passado de homem de rádio e TV, tenha aprendido a não traduzir uma expressão em sua face daquilo que o entorno lhe oferece; assim, surpresa, espanto e indignação são emoções que obtém dele uma expressão quase amímica. O que produz no espectador e futuro votante – uma frustração, uma vez que o público é ávido pelo componente emocional em quem observa. Já o candidato José Serra, independente de, à época, ser o mais conhecido entre os citados aqui e pelo quê iniciou nas pesquisas em um aquecido segundo lugar, da mesma forma ele privava o público da participação em suas emoções, evidenciando, ainda mais, uma freqüente expressão de humor contrariado; e, talvez, porisso, tenha despencado quase dez pontos, à epoca. E quanto ao candidato Ciro, seria possível relacionar a sua ascensão, em um dado momentomesmo sem que ainda tivesse apresentado ao grande público as suas idéias, à fidelidade com que mostrava a cara e o que sentia, ainda sob o mesmo ponto de vista deste tipo de “fala”. Pois, sorria com mais freqüência que os demais, mostrava uma expressão de indignação quando necessário e quando se espantava, franzia a testa. E o povo se identificou com esta fidelidade emocional em “linguagem não falada”. Mais a Patrícia...
Importante notar-se, também, que à cada emoção básica, existe nos animais uma expressão corporal correspondente e que é uma forma de comunicação do seu estado momentâneo, feita aos seus circunstantes, o que inclui a expressão da face.
Um exemplo claro desta afirmação e para melhor entendimento, é o que constatamos ao observar a expressão facial dos macacos, quando estes têm emoção de tristeza, espanto, alegria ou raiva. E quando, para cada emoção, a face deste animal ”fala” com uma expressão bem especificada, já observaram?
Estuda-se assim uma linguagem corporal, a facial incluída, que permanece também no homem desde a sua passagem pela condição irracional(ou menos racional). E que é muito usada, o mais das vezes sem se perceber, até os dias de hoje. Uma linguagem que quem observa-nos é capaz de entendê-la sem dar-se conta, uma comunicação sub-liminar que tem grande importância nas relações humanas de todo o dia, responsável pelas nossas empatias e simpatias para com os demais e dos circunstantes conosco. Ainda que sem contatos verbais e que muitas vezes parecem ser tão impessoais e involuntárias.
Em época de campanha eleitoral, por exemplo, e de sobe e desce dos candidatos presidenciais nas pesquisas, para entendê-las é possível lançar-se mão dos conhecimentos sobre a comunicação não verbal descrita, entre os quais os da comunicação expressa pela mímica facial inerente as emoções.
Vejamos, então, como se pode explicar as posições nas pesquisas de alguns candidatos, antes mesmo que tivessem começado a divulgação das plataformas. Garotinho, ao seu tempo, talvez, por seu passado de homem de rádio e TV, tenha aprendido a não traduzir uma expressão em sua face daquilo que o entorno lhe oferece; assim, surpresa, espanto e indignação são emoções que obtém dele uma expressão quase amímica. O que produz no espectador e futuro votante – uma frustração, uma vez que o público é ávido pelo componente emocional em quem observa. Já o candidato José Serra, independente de, à época, ser o mais conhecido entre os citados aqui e pelo quê iniciou nas pesquisas em um aquecido segundo lugar, da mesma forma ele privava o público da participação em suas emoções, evidenciando, ainda mais, uma freqüente expressão de humor contrariado; e, talvez, porisso, tenha despencado quase dez pontos, à epoca. E quanto ao candidato Ciro, seria possível relacionar a sua ascensão, em um dado momentomesmo sem que ainda tivesse apresentado ao grande público as suas idéias, à fidelidade com que mostrava a cara e o que sentia, ainda sob o mesmo ponto de vista deste tipo de “fala”. Pois, sorria com mais freqüência que os demais, mostrava uma expressão de indignação quando necessário e quando se espantava, franzia a testa. E o povo se identificou com esta fidelidade emocional em “linguagem não falada”. Mais a Patrícia...
Um zorrilho na política
No tempo de guri, em que se lia a revista Seleções Readers Digest como opção informativa de relatos, contos e curiosidades, tive oportunidade de encontrar ali uma descrição dos hábitos dum bichinho chamado de maritacaca pelos mexicanos e no sudoeste americano, dando conta de sua condição domesticável, apesar de ser um animal silvestre, arredio por vários motivos e dotado de uma arma convincente para que se mantivessem longe dele.
Mais tarde, ao longo do tempo, descobri que a maritacaca da revista era, senão, o nosso conhecido e evitável zorrilho.
Já falei em outras ocasiões sobre o relacionamento das crianças com as mais variadas idades e os objetos de estimação, sejam eles animados ou não; é o bico, a fralda, a boneca, o ursinho e esse treino afetivo se prolonga por toda a vida de algum modo, via de transferência mais freqüente, através dos animais de estimação. E se não for incutido nenhum medo de adulto na criança, ela não terá dificuldade em se dar bem com um cachorrinho, gato ou passarinho. Na casa da minha avó paterna tinha uma avestruz, a Marilú, cujo nosso único cuidado era com os botões e medalhinhas no pescoço, porque ela papava mesmo. Pobre bichana, morreu engasgada com um prego.
A importância emocional para a criança no relacionamento com o irracional é que ela exercita e desenvolve melhor a sua aptidão na espontaneidade do amor e suas emoções positivas. E essa capacidade permanece por toda a vida.
Uma vez encontrei no oco de uma velha figueira do mato, pertinho da casa da estância, uma ninhada de zorrilhos e me lembrei do que havia lido nas Seleções, sobre a sua condição domesticável. Como não manifestei agressividade, um zorrilho adulto jovem acabou se aproximando e fizemos amizade. Com o correr dos dias e a tranqüilidade do pacto de não agressão, o San Martin, como foi batizado, só esperava eu sentar para tomar mate num carramanchão e se aproximava; o safado vinha me mordiscar o garrão e fazer festa como se gato fosse. O zorrilho é um herbívoro e tem uma dentição de acordo, bem singela e os lábios fartos, o que torna agradável dar-lhe o dedo ou a mão para morder, exercitando ele também o seu afeto, quem sabe.... Mandei então passar uma linha de arame como um parapeito e incluir a figueira no terreiro da casa e a zurrilhada passou a ser doméstica. Os cachorros não se metiam, porque também já tinham um pacto do tipo: eu não te mordo e tu não me mijas.
Criei o zorrilho com a mesma emoção dos bichos de infância; por algum tempo dei-lhe atenção, leite e bolacha, em troca de companhia e mordiscadas no garrão. Tudo durou alguns meses e depois, como na estória, a força da libido bateu, o bichinho se alçou e numa bela tarde não mais apareceu; nunca mais. Foi de encontro à natureza, puxado por uma atração mais poderosa que a nossa estranha amizade. Mas fiquei com uma convicção, que retirei do "repelente" zorrilho, o seu lado dócil e brincalhão, o bem que me fazia, era muito melhor que o seu cheiro, que aliás não conheci.
Como na vida, uma questão de jeito, de ponto de vista, como a limonada. Há que buscar a volta e achar a melhor conveniência, para dela tirar proveito!
À propósito disso, há poucos dias atrás, estávamos em uma roda democrática a discutir as virtudes e os defeitos dos candidatos à Presidência da Republica, no próximo pleito. Uns achavam isso, outros aquilo, um mais gordo, outro mais magro, um fez isso e o outro não fez, mas um já deu provas, o outro não, já terceiros tem inexperiência total, até que resumi o meu pensamento na idéia de que ,cada um dos participantes da roda pegasse um a um dos postulantes e os colocasse numa balança; de um lado seus erros e seus defeitos, no outro as virtudes, num lado as boas ações, no outro as más, o mesmo com as boas e más perspectivas, além das expectativas positivas e negativas, mas candidato que só tivesse virtudes e sem pecado não entraria naquele páreo e de preferencia nem deveria concorrer. Aproveitando sempre o maior peso do lado comprovadamente bom na vida pública de cada um e teríamos, como no caso do zorrilho, o melhor resultado e o melhor candidato, sem mijada!
Mais tarde, ao longo do tempo, descobri que a maritacaca da revista era, senão, o nosso conhecido e evitável zorrilho.
Já falei em outras ocasiões sobre o relacionamento das crianças com as mais variadas idades e os objetos de estimação, sejam eles animados ou não; é o bico, a fralda, a boneca, o ursinho e esse treino afetivo se prolonga por toda a vida de algum modo, via de transferência mais freqüente, através dos animais de estimação. E se não for incutido nenhum medo de adulto na criança, ela não terá dificuldade em se dar bem com um cachorrinho, gato ou passarinho. Na casa da minha avó paterna tinha uma avestruz, a Marilú, cujo nosso único cuidado era com os botões e medalhinhas no pescoço, porque ela papava mesmo. Pobre bichana, morreu engasgada com um prego.
A importância emocional para a criança no relacionamento com o irracional é que ela exercita e desenvolve melhor a sua aptidão na espontaneidade do amor e suas emoções positivas. E essa capacidade permanece por toda a vida.
Uma vez encontrei no oco de uma velha figueira do mato, pertinho da casa da estância, uma ninhada de zorrilhos e me lembrei do que havia lido nas Seleções, sobre a sua condição domesticável. Como não manifestei agressividade, um zorrilho adulto jovem acabou se aproximando e fizemos amizade. Com o correr dos dias e a tranqüilidade do pacto de não agressão, o San Martin, como foi batizado, só esperava eu sentar para tomar mate num carramanchão e se aproximava; o safado vinha me mordiscar o garrão e fazer festa como se gato fosse. O zorrilho é um herbívoro e tem uma dentição de acordo, bem singela e os lábios fartos, o que torna agradável dar-lhe o dedo ou a mão para morder, exercitando ele também o seu afeto, quem sabe.... Mandei então passar uma linha de arame como um parapeito e incluir a figueira no terreiro da casa e a zurrilhada passou a ser doméstica. Os cachorros não se metiam, porque também já tinham um pacto do tipo: eu não te mordo e tu não me mijas.
Criei o zorrilho com a mesma emoção dos bichos de infância; por algum tempo dei-lhe atenção, leite e bolacha, em troca de companhia e mordiscadas no garrão. Tudo durou alguns meses e depois, como na estória, a força da libido bateu, o bichinho se alçou e numa bela tarde não mais apareceu; nunca mais. Foi de encontro à natureza, puxado por uma atração mais poderosa que a nossa estranha amizade. Mas fiquei com uma convicção, que retirei do "repelente" zorrilho, o seu lado dócil e brincalhão, o bem que me fazia, era muito melhor que o seu cheiro, que aliás não conheci.
Como na vida, uma questão de jeito, de ponto de vista, como a limonada. Há que buscar a volta e achar a melhor conveniência, para dela tirar proveito!
À propósito disso, há poucos dias atrás, estávamos em uma roda democrática a discutir as virtudes e os defeitos dos candidatos à Presidência da Republica, no próximo pleito. Uns achavam isso, outros aquilo, um mais gordo, outro mais magro, um fez isso e o outro não fez, mas um já deu provas, o outro não, já terceiros tem inexperiência total, até que resumi o meu pensamento na idéia de que ,cada um dos participantes da roda pegasse um a um dos postulantes e os colocasse numa balança; de um lado seus erros e seus defeitos, no outro as virtudes, num lado as boas ações, no outro as más, o mesmo com as boas e más perspectivas, além das expectativas positivas e negativas, mas candidato que só tivesse virtudes e sem pecado não entraria naquele páreo e de preferencia nem deveria concorrer. Aproveitando sempre o maior peso do lado comprovadamente bom na vida pública de cada um e teríamos, como no caso do zorrilho, o melhor resultado e o melhor candidato, sem mijada!
O falso chiado
Recentemente, instalou-se mais um processo de cassação no Senado. E contra um político, cujo chiado balaqueiro e de soar falso, um excentrismo no Pará, e que há longos anos dava sinais de sua conduta leviana, a qual acabou em grossa currupção.(refería-me, à epoca dessa crônica, ao Senador Jáder Barbalho, verdadeira raposa da política).
Se era tão evidente a todos, impossível que o seu partido, então desfigurado de membros importantes, aqui no sul, por sua obra maquiavélica, não tivesse se apercebido! Ao contrário, ainda correu o risco ao cair na armadilha de indicá-lo à presidência do Senado! E levando de roldão a apoiá-lo um homem como Pedro Simon, um político da melhor tradição e postura, defensor da ética da política, de raciocínio arguto e língua sovada, quando tornou-se uma presa fácil em um momento de embriaguez pelo aceno do poder, que por tal gesto talvez desta vez tenha esquecido de suas virtudes.
A corrupção tem e terá a idade do homem. Como este, aperfeiçoou-se, evoluiu, até submeteu-se à ética. Vez que outra ela entra em acalmia, silencia mas não se acaba e nem se acabará. Entretanto, existe um tempo em que ela passou a ser melhor combatida, o tempo atual.
Na história contemporânea e ao alcance da memória, senão de algumas vivências, a corrupção política e social apareceu sob forma de urnas fraudadas, de perpetuação no poder, de candidatos de algibeira, de revisão conveniente de resultados eleitorais, de capanguismo, de usurpação do poder, de ditaduras, de votos de cabresto, de enriquecimento às custas de trabalho escravo e da inexistência de melhores relações entre o capital e o trabalho. Bem como, de outras formas que a falta de informações, ou mesmo quando estas eram condenatórias a algum tipo de silêncio conveniente, não permitiam apurar.
Os tempos modernos, os novos tempos do Brasil, trouxeram uma avalanche e um afloramento tal de fatos expúrios notórios que a corrupção parece ser maior na atualidade do que desde sempre; na verdade, um engano. Móises Lupion, governador do Paraná, foi um caso de corrupção envolvendo grandes somas há quarenta anos atrás; cuja notoriedade sem punição, devido à sua fuga, correu os anos como sendo um caso isolado de apuração de ilícito público de monta em nosso país. Depois, já em outros tempos, durante os anos de governo de exceção se fez o silênco, mas o homem continuou homem...
Pois, somente nos últimos anos, em que um novo Brasil vem aproveitando-se da evolução tecnológica, de melhores comunicações, de ensino mais difundido e consequente conhecimento diluído entre as diversas camadas sociais, enfim, transformando-nos em uma civilização melhor evoluída e com mais livre pensar, que veio à tona uma eviente seqüência de graves falhas humanas apuradas, grossas prevaricações e os mais variados crimes principalmente contra o erário. Com a cassação de um sem-número de deputados, a punição de outros tantos homens comuns, de funcionários de vários escalões e de vários senadores.
Basta buscar pela memória e não haverá precedentes ou tênues semelhanças em nosso passado político e social.
Ainda que os conselhos de ética da Câmara ou do Senado venham sendo o infeliz ouvido das mais deslavadas mentiras e negações de autoria pelos processados, depois de muito arrastadas demarches, custosas de expor a pústula, estas casas vem atuando de forma a apresentar uma resposta satisfatória à sociedade neste particular. Ainda que exista a grave falha da lei que rege estes procedimentos, a qual permite, e não deveria, uma vez instalado o processo, a renúncia, que é uma confissão e a possibilidade da volta por cima ao meliante.
Se era tão evidente a todos, impossível que o seu partido, então desfigurado de membros importantes, aqui no sul, por sua obra maquiavélica, não tivesse se apercebido! Ao contrário, ainda correu o risco ao cair na armadilha de indicá-lo à presidência do Senado! E levando de roldão a apoiá-lo um homem como Pedro Simon, um político da melhor tradição e postura, defensor da ética da política, de raciocínio arguto e língua sovada, quando tornou-se uma presa fácil em um momento de embriaguez pelo aceno do poder, que por tal gesto talvez desta vez tenha esquecido de suas virtudes.
A corrupção tem e terá a idade do homem. Como este, aperfeiçoou-se, evoluiu, até submeteu-se à ética. Vez que outra ela entra em acalmia, silencia mas não se acaba e nem se acabará. Entretanto, existe um tempo em que ela passou a ser melhor combatida, o tempo atual.
Na história contemporânea e ao alcance da memória, senão de algumas vivências, a corrupção política e social apareceu sob forma de urnas fraudadas, de perpetuação no poder, de candidatos de algibeira, de revisão conveniente de resultados eleitorais, de capanguismo, de usurpação do poder, de ditaduras, de votos de cabresto, de enriquecimento às custas de trabalho escravo e da inexistência de melhores relações entre o capital e o trabalho. Bem como, de outras formas que a falta de informações, ou mesmo quando estas eram condenatórias a algum tipo de silêncio conveniente, não permitiam apurar.
Os tempos modernos, os novos tempos do Brasil, trouxeram uma avalanche e um afloramento tal de fatos expúrios notórios que a corrupção parece ser maior na atualidade do que desde sempre; na verdade, um engano. Móises Lupion, governador do Paraná, foi um caso de corrupção envolvendo grandes somas há quarenta anos atrás; cuja notoriedade sem punição, devido à sua fuga, correu os anos como sendo um caso isolado de apuração de ilícito público de monta em nosso país. Depois, já em outros tempos, durante os anos de governo de exceção se fez o silênco, mas o homem continuou homem...
Pois, somente nos últimos anos, em que um novo Brasil vem aproveitando-se da evolução tecnológica, de melhores comunicações, de ensino mais difundido e consequente conhecimento diluído entre as diversas camadas sociais, enfim, transformando-nos em uma civilização melhor evoluída e com mais livre pensar, que veio à tona uma eviente seqüência de graves falhas humanas apuradas, grossas prevaricações e os mais variados crimes principalmente contra o erário. Com a cassação de um sem-número de deputados, a punição de outros tantos homens comuns, de funcionários de vários escalões e de vários senadores.
Basta buscar pela memória e não haverá precedentes ou tênues semelhanças em nosso passado político e social.
Ainda que os conselhos de ética da Câmara ou do Senado venham sendo o infeliz ouvido das mais deslavadas mentiras e negações de autoria pelos processados, depois de muito arrastadas demarches, custosas de expor a pústula, estas casas vem atuando de forma a apresentar uma resposta satisfatória à sociedade neste particular. Ainda que exista a grave falha da lei que rege estes procedimentos, a qual permite, e não deveria, uma vez instalado o processo, a renúncia, que é uma confissão e a possibilidade da volta por cima ao meliante.
O futuro será descartavel?
Acabaram de inventar uma geladeira simplificada, apenas com o vão maior, sem o habitual congelador. Esse foi um procedimento da indústria nacional, que certamente teve similaridade em suas matrizes e que atenderá a vários interesses. Primeiro,a nova modalidade de eletrodoméstico produzirá um óbvio barateamento do produto e isso atende ao consumidor,do mesmo modo que mais pessoas adquirirão a novidade, beneficiando aí,o fabricante. Segundo,as geladeiras vindo sem o congelador,farão com que parte dos consumidores sintam essa falta e se obrigarão a buscar recurso nos "freezers", provavelmente dos mesmos fabricantes, que serão vendidos em maior número que antes, a fabricação aumentará, o preço tenderá a cair, a industria se expandirá, empregando mais gente na linha de montagem e mais lucro para o fabricante. Ou seja, bom para todos.
Há uns 25 anos atrás, vítima de dificuldades gerenciais e,como consequencia, econômicas, a indústria de dentifrícios nos Estados Unidos e suas filiais pelo mundo à fora, tiveram uma inteligente, providencial e vantajosa idéia e como conseqüência tiveram um volumoso aumento no cosumo de seu produto, simplesmente aumentando gradativamente o diâmetro do orifício dos tubos de pasta de dente.Um artifício simples, elementar, que modificou as relações de mercado, recuperou as finanças, mantendo as fábricas em funcionamento, afastando a quebradeira e, conseqüência fundamental, mantendo o emprego de seus funcionários.
Outro exemplo; quando gurí,no meu tempo inicial de estudante, em alguns trabalhos manuais em cartolina, na formação de figuras geométricas, como triângulo, hexágono, sendo que o mais difícil era o decaedro, se usava muito a "goma arábica" para colagem do material. Mais adiante,como a família era fregueza da livraria "A Predileta", lá passou-se a comprar o novo Durex, uma fita adesiva que revolucionou o ato de colar papéis e passou a ter muita utilidade no ramo; onde tivesse papel e outras atividades que a imaginação a achasse útil,lá estava a fitinha mágica. Muito livro de manuseio intenso foi consertado com Durex e há pouco ainda encontrei numa Biblioteca Pública exemplares daquela época, com a fita ainda grudada, como resquício de velhos consertos. Ou, no caso de estar desgrudada, deixando a marca do seu poder adesivo na página. Já a fita adesiva de hoje em dia, com as mesmas finalidades, não tem a mesma eficácia, deixou de ser Durex e passou a ser Rapidex ou Porcariarex, visto que quando voce chega na esquina o seu pacote já está desmantelado.
E porque isso ocorre? Pelo simples fato de que a Scoth e os outros fabricantes de fitas desse tipo, optaram por fazer um produto menos durável, mas que mantivesse a vitalidade econômica de suas fábricas pelo consumo mais intensivo e maciço do produto e mantendo, como conseqüência, as oportunidades de emprego.
Assim foi com o Durex, com o orifício da pasta dental e está sendo com a geladeira, cujos fabricantes tomaram providências de mercado em relação aos seus produtos, visando, primeiramente, a saúde financeira, mas retundaram também em benefício das oportunidades de emprego. Certamente os exemplos não acabam aí.
Quanto tempo duram as suas lâmpadas em comparação com o passado? Como anda o fio da sua lâmina de barbear ou de depilar? E a lataria(e a plasticaria)do seu carro, continua resistente? Voce lembra do Ford de Bigode, assim chamado por causa do parachoques retorcido nas pontas, fabricado em 1929-30 e cujos alguns exemplares ainda rodam por aí e que só rodavam em estrada de terra, sem o recurso de amortecedores? Será que o seu carro atual ainda rodará daqui a 80 anos ou mais? É absolutamente improvável!
Não sou economista, mas me preocupa muito a expansão de gente no mundo(parece que em 2050 as taxas se equilibrarão, prevém as estatísticas e os estudiosos)e também a expansão do desemprego em termos globais e suas gravíssimas conseqüências, sendo a violência urbana e as doenças mentais do desemprego, duas delas.
Existe uma tendência mundial em produção, de manutenção da qualidade e perda da longevidade dos produtos, sendo que tal ocorre por inúmeros motivos, como por exemplo, o sapato que é moda hoje, não o será muito em breve, ou o computador multimídia de hoje será obsoleto em 3 anos .O mundo está veloz!
Volto a dizer que não sou economista, mas como atento observador gostaria de lançar um repto ao Prof.Nocchi e sua Escola, a analisar a hipótese de que uma das soluções do desemprego presente e futuro no mundo globalizado possa passar pela idéia de produtos recicláveis em massa. Qualquer coisa, como produção de relógios à pilha, como já são, e precisos, que cumpram o seu papel, mas com duração de um mes,à custo baixíssimo; bom, barato e finito! E para quem quiser um Rolex, um Eternamatic ou um Omega "ferradura" e puder pagar, certamente existirão lojas que vendam por encomenda.
Quanto ao poder aquisitivo para sustentar esse consumo, em parte sairia do próprio emprego e o resto de outras fontes, que não vão ser muito diferentes e distantes da produção primária, não é verdade?
Há uns 25 anos atrás, vítima de dificuldades gerenciais e,como consequencia, econômicas, a indústria de dentifrícios nos Estados Unidos e suas filiais pelo mundo à fora, tiveram uma inteligente, providencial e vantajosa idéia e como conseqüência tiveram um volumoso aumento no cosumo de seu produto, simplesmente aumentando gradativamente o diâmetro do orifício dos tubos de pasta de dente.Um artifício simples, elementar, que modificou as relações de mercado, recuperou as finanças, mantendo as fábricas em funcionamento, afastando a quebradeira e, conseqüência fundamental, mantendo o emprego de seus funcionários.
Outro exemplo; quando gurí,no meu tempo inicial de estudante, em alguns trabalhos manuais em cartolina, na formação de figuras geométricas, como triângulo, hexágono, sendo que o mais difícil era o decaedro, se usava muito a "goma arábica" para colagem do material. Mais adiante,como a família era fregueza da livraria "A Predileta", lá passou-se a comprar o novo Durex, uma fita adesiva que revolucionou o ato de colar papéis e passou a ter muita utilidade no ramo; onde tivesse papel e outras atividades que a imaginação a achasse útil,lá estava a fitinha mágica. Muito livro de manuseio intenso foi consertado com Durex e há pouco ainda encontrei numa Biblioteca Pública exemplares daquela época, com a fita ainda grudada, como resquício de velhos consertos. Ou, no caso de estar desgrudada, deixando a marca do seu poder adesivo na página. Já a fita adesiva de hoje em dia, com as mesmas finalidades, não tem a mesma eficácia, deixou de ser Durex e passou a ser Rapidex ou Porcariarex, visto que quando voce chega na esquina o seu pacote já está desmantelado.
E porque isso ocorre? Pelo simples fato de que a Scoth e os outros fabricantes de fitas desse tipo, optaram por fazer um produto menos durável, mas que mantivesse a vitalidade econômica de suas fábricas pelo consumo mais intensivo e maciço do produto e mantendo, como conseqüência, as oportunidades de emprego.
Assim foi com o Durex, com o orifício da pasta dental e está sendo com a geladeira, cujos fabricantes tomaram providências de mercado em relação aos seus produtos, visando, primeiramente, a saúde financeira, mas retundaram também em benefício das oportunidades de emprego. Certamente os exemplos não acabam aí.
Quanto tempo duram as suas lâmpadas em comparação com o passado? Como anda o fio da sua lâmina de barbear ou de depilar? E a lataria(e a plasticaria)do seu carro, continua resistente? Voce lembra do Ford de Bigode, assim chamado por causa do parachoques retorcido nas pontas, fabricado em 1929-30 e cujos alguns exemplares ainda rodam por aí e que só rodavam em estrada de terra, sem o recurso de amortecedores? Será que o seu carro atual ainda rodará daqui a 80 anos ou mais? É absolutamente improvável!
Não sou economista, mas me preocupa muito a expansão de gente no mundo(parece que em 2050 as taxas se equilibrarão, prevém as estatísticas e os estudiosos)e também a expansão do desemprego em termos globais e suas gravíssimas conseqüências, sendo a violência urbana e as doenças mentais do desemprego, duas delas.
Existe uma tendência mundial em produção, de manutenção da qualidade e perda da longevidade dos produtos, sendo que tal ocorre por inúmeros motivos, como por exemplo, o sapato que é moda hoje, não o será muito em breve, ou o computador multimídia de hoje será obsoleto em 3 anos .O mundo está veloz!
Volto a dizer que não sou economista, mas como atento observador gostaria de lançar um repto ao Prof.Nocchi e sua Escola, a analisar a hipótese de que uma das soluções do desemprego presente e futuro no mundo globalizado possa passar pela idéia de produtos recicláveis em massa. Qualquer coisa, como produção de relógios à pilha, como já são, e precisos, que cumpram o seu papel, mas com duração de um mes,à custo baixíssimo; bom, barato e finito! E para quem quiser um Rolex, um Eternamatic ou um Omega "ferradura" e puder pagar, certamente existirão lojas que vendam por encomenda.
Quanto ao poder aquisitivo para sustentar esse consumo, em parte sairia do próprio emprego e o resto de outras fontes, que não vão ser muito diferentes e distantes da produção primária, não é verdade?
O braguetaço (1997)
Como cronista, nem sempre me agrada escrever sobre assunto que esteja em todas manchetes ou nos principais jornais, porque julgo inoportuno tecer considerações sobre fatos sobre os quais todos os leitores já têm opinião formada e porque mais um texto colocado à disposição não passa de um abuso da paciência alheia. Além da falta de imaginação de quem escreve, é claro. A menos que se possa dizer mais alguma coisa além do que já foi escrito, como é minha pretensão em relação ao passado caso privado do presidente do Estados Unidos da América e que foi e é momentoso e notório.
Como homem comum, o caso do Presidente com a leviana Srta. Mônica Lewinski (leviana porque saiu espalhando uma aventura que só ela tinha o privilégio, ou seja, o acesso ilícito à bragueta do Presidente mais poderoso do mundo, na época),caso que uma vez descoberto, deveria interessar única e exclusivamente a eles e à Sra.Clinton, cujo envolvimento no caso acontecido eu gostaria de comentar.
Uma infidelidade no peito de uma mulher possui uma reação muito pessoal e nem sempre corresponde ao que era dito por ela antes de ocorrerem os fatos que tipificam a falta. Normalmente, uma mulher, com a permissão que os tempos dão à tratativa mais aberta do assunto, diz, sobre a possibilidade de ser traída, que reagirá desse e daquele modo, além de muitas variações de reação, geralmente contundentes ou cruentas em relação aos envolvidos. Algumas delas, entretanto, no ato da ocorrência real comportam-se segundo o momento de suas vidas, balizado por muitas circunstâncias.
O que ocorreu com a Sra.Clinton e o comportamento sóbrio e aparentemente sereno que ela teve em relação às evidências, deve ter produzido muitas indagações e contradições nas cabeças das mulheres do mundo inteiro, julgando como se estivessem em situação civil e afetiva igual à dela. Além de críticas variadas à sua submissão aos fatos. Mas será mesmo que o que mais pesou para a Sra.Clinton foi a infidelidade em si ou ela pensou na filha de pouco pique e seu padecimento com uma família desfeita?
Ou pensou no amor e na interdependência afetiva do casal e que isso pesou mais que o infortúnio? Ou, então, de forma visionária, será que ela não estava juntando pontos para um dia candidatar-se ao cargo que o marido ocupava, ou similar? Tudo é possível quanto a estas e muito mais possibilidades.
Relativo ao Sr.Clinton, apesar de ter tido o cuidado de evitar ter relações sexuais completas com a Srta.Mônica, ou seja, relações com penetração intravaginal, tudo porque, segundo os autos do processo, não tinha confiança suficiente na parceira eventual da sala oval, esquecendo-se que a posição mais poderosa do mundo gera, também, nos outros, reações. Entre as quais, ambições as mais fortes do mundo, de forma proporcional. E graças à sua posição é que tiraram e tiram proveito os oportunistas. Quanto aos detalhes do que ocorreu dentro das paredes do gabinete e sobre as preferências do casal concupiscente, que por caracterizarem-se em encontros rápidos, provavelmente nem chegavam a tirar suas roupas (daí o título deste texto), bem como a rotulação de desvio sexual que lhes foi dada, julgados por suas supostas práticas, deve-se chamar isso de hipocrisia. Uma vez que, sabe-se, dentro e fora das quatro paredes (ou das paredes ovais, no caso), sabe-se que, na natureza, somente três animais não praticam a oralidade no sexo em suas diversas formas, dentre as quais o beijo voluptuoso é apenas um modesto exemplo. E tais animais são: o elefante, porque a tromba atrapalha, o burro porque, como diz a palavra, é burro; e o homem.... porque é mentiroso. Ou hipócrita, como foi o caso do promotor Kenneth Starr.
Como homem comum, o caso do Presidente com a leviana Srta. Mônica Lewinski (leviana porque saiu espalhando uma aventura que só ela tinha o privilégio, ou seja, o acesso ilícito à bragueta do Presidente mais poderoso do mundo, na época),caso que uma vez descoberto, deveria interessar única e exclusivamente a eles e à Sra.Clinton, cujo envolvimento no caso acontecido eu gostaria de comentar.
Uma infidelidade no peito de uma mulher possui uma reação muito pessoal e nem sempre corresponde ao que era dito por ela antes de ocorrerem os fatos que tipificam a falta. Normalmente, uma mulher, com a permissão que os tempos dão à tratativa mais aberta do assunto, diz, sobre a possibilidade de ser traída, que reagirá desse e daquele modo, além de muitas variações de reação, geralmente contundentes ou cruentas em relação aos envolvidos. Algumas delas, entretanto, no ato da ocorrência real comportam-se segundo o momento de suas vidas, balizado por muitas circunstâncias.
O que ocorreu com a Sra.Clinton e o comportamento sóbrio e aparentemente sereno que ela teve em relação às evidências, deve ter produzido muitas indagações e contradições nas cabeças das mulheres do mundo inteiro, julgando como se estivessem em situação civil e afetiva igual à dela. Além de críticas variadas à sua submissão aos fatos. Mas será mesmo que o que mais pesou para a Sra.Clinton foi a infidelidade em si ou ela pensou na filha de pouco pique e seu padecimento com uma família desfeita?
Ou pensou no amor e na interdependência afetiva do casal e que isso pesou mais que o infortúnio? Ou, então, de forma visionária, será que ela não estava juntando pontos para um dia candidatar-se ao cargo que o marido ocupava, ou similar? Tudo é possível quanto a estas e muito mais possibilidades.
Relativo ao Sr.Clinton, apesar de ter tido o cuidado de evitar ter relações sexuais completas com a Srta.Mônica, ou seja, relações com penetração intravaginal, tudo porque, segundo os autos do processo, não tinha confiança suficiente na parceira eventual da sala oval, esquecendo-se que a posição mais poderosa do mundo gera, também, nos outros, reações. Entre as quais, ambições as mais fortes do mundo, de forma proporcional. E graças à sua posição é que tiraram e tiram proveito os oportunistas. Quanto aos detalhes do que ocorreu dentro das paredes do gabinete e sobre as preferências do casal concupiscente, que por caracterizarem-se em encontros rápidos, provavelmente nem chegavam a tirar suas roupas (daí o título deste texto), bem como a rotulação de desvio sexual que lhes foi dada, julgados por suas supostas práticas, deve-se chamar isso de hipocrisia. Uma vez que, sabe-se, dentro e fora das quatro paredes (ou das paredes ovais, no caso), sabe-se que, na natureza, somente três animais não praticam a oralidade no sexo em suas diversas formas, dentre as quais o beijo voluptuoso é apenas um modesto exemplo. E tais animais são: o elefante, porque a tromba atrapalha, o burro porque, como diz a palavra, é burro; e o homem.... porque é mentiroso. Ou hipócrita, como foi o caso do promotor Kenneth Starr.
A Arte Ideal Da Política
À conduta humana, bastariam as tábuas de Moisés a balizar os atos universais, pois nada mais são do que tábuas de princípios morais e éticos. Da mesma forma, nos códigos que regem a política deveriam atuar, somente, os princípios originais e superiores de convívio, comuns e úteis à qualquer associação humana. E aí, a humanidade e suas relações estariam melhores, bem como as constituições de todas as nações aproximar-se-iam da perfeição. Entendemos que os locais do exercício da política deveriam ser qual um "pantheon", donde emanassem as decisões mais corretas sobre o universo material e humano que o cerca. Um "olimpo" onde morassem os eleitos, alí colocados por suas virtudes incontestáveis e incorruptíveis. Bem como, para estas posições deveriam acorrer mentes privilegiadas em condução, de inteligência e capacidade notória. Percebe-se, no entanto, universalmente, que a política não alcançou estas características. Bem como, pelas evidências que são muitas, nosso "olimpo" não detém a condição de lugar da elite dos homens. A ponto de concluirmos que, o pior da nossa política é saber que todos dependem dela de forma inarredável. , ainda que se saiba que a constelação política de qualquer sociedade traduz a heterogeneidade do povo, constitui apreensão verificar o crescimento da corrupção e escândalos, fruto do maior volume e da melhor apuração.
Nos bons e nos maus políticos, a ânsia desmedida pelo poder e pela sua permanência nele, parece-nos ser um dos grandes males que se apresenta; porque induz a concessões, prevaricações e, até, corrupção, por elasticidade moral comprometedora. No trato do real interesse popular, a um bom político deveria ser vedado atos pautados por emoções, uma vez que estas são manifestações de cunho pessoal e, sabe-se, onde agem as emoções não age o raciocínio, a isenção e a inteligência. Em uma decisão política onde existe a emoção, não há lugar para decisões isentas, superiores e claras, tal como quando existe o penso e o concluo. É assim que se formam os inimigos políticos, que em disputa, esquecem-se do trato da coisa pública.
Os partidos de sua parte, contaminaram-se de emoções pelos comportamentos pessoais e coletivos, transformando-se em correntes de rumo maleável, em busca de acomodação e espaço. A ponto de, num país como o Brasil, existirem tantas correntes que mal cabem em tanta agremiação.
Quanto ao povo, a este seria necessário somente um partido. Democrático, comunitário, fiel e representativo; associativista, popular, progressista, que privilegiasse o trabalho e as suas garantias; que não descuidasse do capital, mas que não o favorecesse. Um partido, sobretudo, livre, com atenção e decisão determinada contra as injustiças sociais; sóbrio, que semeasse a competência, protegesse a ciência e atento à moral. E mais um outro partido, como uma alternativa, com características semelhantes, fiel ao interesse da sociedade donde germinou, servindo ao necessário contraponto. O restoe o que hoje temossempre será irrelevante, interessando a poucos que repartem o poder como pequenos feudos.
Enfim, em tal ideação, associado ao trato das coisas dos outros sem interesses pessoais e sim aos referentes às suas posições representativas, não existiriam, nem oposições sistemáticas, nem apôios incontinentes.
E a sociedade sorriria permanente, se fizesse a sua parte, é claro.
Nos bons e nos maus políticos, a ânsia desmedida pelo poder e pela sua permanência nele, parece-nos ser um dos grandes males que se apresenta; porque induz a concessões, prevaricações e, até, corrupção, por elasticidade moral comprometedora. No trato do real interesse popular, a um bom político deveria ser vedado atos pautados por emoções, uma vez que estas são manifestações de cunho pessoal e, sabe-se, onde agem as emoções não age o raciocínio, a isenção e a inteligência. Em uma decisão política onde existe a emoção, não há lugar para decisões isentas, superiores e claras, tal como quando existe o penso e o concluo. É assim que se formam os inimigos políticos, que em disputa, esquecem-se do trato da coisa pública.
Os partidos de sua parte, contaminaram-se de emoções pelos comportamentos pessoais e coletivos, transformando-se em correntes de rumo maleável, em busca de acomodação e espaço. A ponto de, num país como o Brasil, existirem tantas correntes que mal cabem em tanta agremiação.
Quanto ao povo, a este seria necessário somente um partido. Democrático, comunitário, fiel e representativo; associativista, popular, progressista, que privilegiasse o trabalho e as suas garantias; que não descuidasse do capital, mas que não o favorecesse. Um partido, sobretudo, livre, com atenção e decisão determinada contra as injustiças sociais; sóbrio, que semeasse a competência, protegesse a ciência e atento à moral. E mais um outro partido, como uma alternativa, com características semelhantes, fiel ao interesse da sociedade donde germinou, servindo ao necessário contraponto. O restoe o que hoje temossempre será irrelevante, interessando a poucos que repartem o poder como pequenos feudos.
Enfim, em tal ideação, associado ao trato das coisas dos outros sem interesses pessoais e sim aos referentes às suas posições representativas, não existiriam, nem oposições sistemáticas, nem apôios incontinentes.
E a sociedade sorriria permanente, se fizesse a sua parte, é claro.
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