<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689</id><updated>2011-04-21T19:29:45.355-07:00</updated><title type='text'>politica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-1358612014184704695</id><published>2008-07-05T15:34:00.001-07:00</published><updated>2008-07-08T12:42:23.743-07:00</updated><title type='text'>O Tigre da Tasmânia</title><content type='html'>A Tasmânia é uma ilha pouco conhecida, situada no sudoeste da Austrália. Escassamente habitada, nela, entre outros, vive um animal famoso pela sua ferocidade. Até aqui tudo normal, não fosse pela desproporcionalidade da ferocidade do animal em relação ao seu tamanho, uma vez que o próprio, apesar de ter um nome famosamente feroz, tem o tamanho de um gato do mato. Mas é brabo, como é brabo, ele é feroz! Ele é o tal tigre da Tasmânia, um temperamental. De tal forma que inspirou um personagem de revistas em quadrinho, famoso por sua rusticidade e que é apresentado de forma caramelada para ser digerido por crianças; o Taz, conhecem?&lt;br /&gt;Há muitos anos atrás, li um artigo médico em que as personalidades eram classificadas conforme o biótipo do indivíduo: daquela forma, as pessoas longilíneas, obesas, esquálidas, normolíneas ou brevilíneas eram portadoras de personalidades típicas, cada qual ao seu biótipo. Em particular, os brevilíneos, ou os baixinhos, eram apresentados no artigo com uma personalidade singular: atenciosos, ensimesmados, organizados, solícitos, mandões, conquistadores de suas metas e, sobretudo, obstinados, no artigo, os tipos pícnicos. Muitas dessas características, acredito, são frutos da sua biologia, assim como outros detalhes nos demais biótipos citados, mas muita coisa vem da cultura ambiental, conseqüente ao onde e como o baixinho foi criado e como é tratado. Ou seja, parte lhe é natural e parte é reacional. E ao observar a vida, ao longo de muitos anos, conheci muitos baixinhos assim, encaixados em ditos parâmetros.&lt;br /&gt;Quando Sr.Bayard Paschoa Pereira, além de vice-prefeito, exercia uma função de secretário (não lembro bem qual a função), comprou uma briga com um tipo de comércio que ganhava raízes na cidade, que eram as tais casa de venda de bebida do tipo “24 horas”, além de comemorar a sua posição no intuito de regulamentá-las e enquadrá-las nos ditames do bom convívio público, em sendo revidado e desafiado, pensei comigo: “_Os donos desses comércios estão ferrados com aquele baixinho”. Deu no que deu: hoje não existem mais casas daquele tipo, ao menos a infernizar seus vizinhos. “Coisa de baixinho” - poderia se dizer. Eu não o conhecia mais que de nome, por homem público que era, o havia visto uma só vez, no jornal. Mas, um dia encontrei-o em um restaurante e fui cumprimentá-lo por sua empreitada bem intencionada, direcionada ao bem público. E ainda brinquei com ele, baseado no que conhecia dos baixinhos, que os donos dos comércios atingidos e outros mais, o que no futuro se constataria, simplesmente não sabiam com quem haviam se metido...&lt;br /&gt;Quando o Sr. Bayard, por desavenças políticas e/ou administrativas, as quais desconheço e que por tal não faço juízo, perdeu sua condição na administração municipal, não tendo onde ao menos despachar, colocou seu escritório num trailler na Praça da Estação, o que rendeu-lhe ser notícia estadual, considerei seu ato um tipo de bravura, de que ali estava um homem que não dobrava a espinha, um “lombo-duro” como se chama, além de muito criativo: “coisa de baixinho”. E um dia, ao passar por ali, fui cumprimentá-lo por seu ato estóico, pela defesa de sua integridade pessoal. E contei-lhe sobre o tal tigrinho briguento, o tal tigre da ilha chamada Tasmânia. E assim passei a chamá-lo: O Tigre da Tasmânia!&lt;br /&gt;Pois, não é que o baixinho, de candidato natural da situação a prefeito que parecia ser – um “páreo corrido”, seria - foi empurrado para o ostracismo...! E, de novo, não se dobrou e voltou agora candidato por seu partido, correndo isolado e por fora. E vão bater nele! E, sabem como é... ...ainda por cima, trazendo uma plataforma consistente e simples: desemprego e pavimentação das ruas. Além do primeiro, esta última, uma deficiência, uma chaga crônica e tenebrosa em nossa cidade, que até hoje todos os mandatários desprezaram. E até pioraram as suas já precárias condições, pois os buracos e desníveis se multiplicaram e até faixas de segurança foram retiradas (apenas por curiosidade, já pensaram em como seria uma Bagé asfaltada?)&lt;br /&gt;Não se trata aqui de uma abertura de voto de minha parte, existem outros candidatos e ainda não ouvi a todos, além do quê o meu voto é secreto. Apenas, apresento aqui um tema curioso para análise: se todas as outras virtudes já foram valorizadas pelos eleitores, no passado, para direcionarem seus votos aos candidatos a prefeito, já pensaram em votar em alguém, também ou apenas, por seu biótipo, apenas pelo fato do candidato ser baixinho, trazendo junto sua típica personalidade?&lt;br /&gt;Afinal, existem vários precedentes, desde Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, que mandaram no Rio Grande por décadas, passando por Getúlio Vargas, que conquistou o Brasil, até Napoleão Bonaparte, que conquistou a Europa. Todos baixinhos, digo, brevilíneos. Pensem nisso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-1358612014184704695?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/1358612014184704695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/1358612014184704695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/07/o-tigre-da-tasmnia.html' title='O Tigre da Tasmânia'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-4290547398251722081</id><published>2008-04-22T15:08:00.002-07:00</published><updated>2008-05-04T07:57:50.485-07:00</updated><title type='text'>O macaco explica</title><content type='html'>O estudo das emoções pela neurociência permite-nos conhecer algumas delas, caracterizadas como básicas. E que existem desde os animais: o medo, a raiva, o desconforto e o prazer. Aliás, são emoções apontadas como responsáveis pela sobrevivência de seus portadores ao longo da evolução do mundo. Basta uma análise da importância do medo para a autodefesa, por exemplo, para entender-se esse fato.&lt;br /&gt;Importante notar-se, também, que à cada emoção básica, existe nos animais uma expressão corporal correspondente e que é uma forma de comunicação do seu estado momentâneo, feita aos seus circunstantes, o que inclui a expressão da face. &lt;br /&gt;Um exemplo claro desta afirmação e para melhor entendimento, é o que constatamos ao observar a expressão facial dos macacos, quando estes têm emoção de tristeza, espanto, alegria ou raiva. E quando, para cada emoção, a face deste animal ”fala” com uma expressão bem especificada, já observaram?&lt;br /&gt;Estuda-se assim uma linguagem corporal, a facial incluída, que permanece também no homem desde a sua passagem pela condição irracional(ou menos racional). E que é muito usada, o mais das vezes sem se perceber, até os dias de hoje. Uma linguagem que quem observa-nos é capaz de entendê-la sem dar-se conta, uma comunicação sub-liminar que tem grande importância nas relações humanas de todo o dia, responsável pelas nossas empatias e simpatias para com os demais e dos circunstantes conosco. Ainda que sem contatos verbais e que muitas vezes parecem ser tão impessoais e involuntárias. &lt;br /&gt;Em época de campanha eleitoral, por exemplo, e de sobe e desce dos candidatos presidenciais nas pesquisas, para entendê-las é possível lançar-se mão dos conhecimentos sobre a comunicação não verbal descrita, entre os quais os da comunicação expressa pela mímica facial inerente as emoções. &lt;br /&gt;Vejamos, então, como se pode explicar as posições nas pesquisas de alguns candidatos, antes mesmo que tivessem começado a divulgação das plataformas. Garotinho, ao seu tempo, talvez, por seu passado de homem de rádio e TV, tenha aprendido a não traduzir uma expressão em sua face daquilo que o entorno lhe oferece; assim, surpresa, espanto e indignação são emoções que obtém dele uma expressão quase amímica. O que produz no espectador e futuro votante – uma frustração, uma vez que o público é ávido pelo componente emocional em quem observa. Já o candidato José Serra, independente de, à época, ser o mais conhecido entre os citados aqui e pelo quê iniciou nas pesquisas em um aquecido segundo lugar, da mesma forma ele privava o público da participação em suas emoções, evidenciando, ainda mais, uma freqüente expressão de humor contrariado; e, talvez, porisso, tenha despencado quase dez pontos, à epoca. E quanto ao candidato Ciro, seria possível relacionar a sua ascensão, em um dado momentomesmo sem que ainda tivesse apresentado ao grande público as suas idéias, à fidelidade com que  mostrava a cara e o que sentia, ainda sob o mesmo ponto de vista deste tipo de “fala”. Pois, sorria com mais freqüência que os demais, mostrava uma expressão de indignação quando necessário e quando se espantava, franzia a testa. E o povo se identificou com esta fidelidade emocional em “linguagem não falada”. Mais a Patrícia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-4290547398251722081?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4290547398251722081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4290547398251722081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-macaco-explica.html' title='O macaco explica'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-2996397051059108150</id><published>2008-04-22T15:08:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T08:05:01.061-07:00</updated><title type='text'>Um zorrilho na política</title><content type='html'>No tempo de guri, em que se lia a revista Seleções Readers Digest como opção informativa de relatos, contos e curiosidades, tive oportunidade de encontrar ali uma descrição dos hábitos dum bichinho chamado de maritacaca pelos mexicanos e no sudoeste americano, dando conta de sua condição domesticável, apesar de ser um animal silvestre, arredio por vários motivos e dotado de uma arma convincente para que se mantivessem longe dele. &lt;br /&gt;Mais tarde, ao longo do tempo, descobri que a maritacaca da revista era, senão, o nosso conhecido e evitável zorrilho.&lt;br /&gt;Já falei em outras ocasiões sobre o relacionamento das crianças com as mais variadas idades e os objetos de estimação, sejam eles animados ou não; é o bico, a fralda, a boneca, o ursinho e esse treino afetivo se prolonga por toda a vida de algum modo, via de transferência mais freqüente, através dos animais de estimação. E se não for incutido nenhum medo de adulto na criança, ela não terá dificuldade em se dar bem com um cachorrinho, gato ou passarinho. Na casa da minha avó paterna tinha uma avestruz, a Marilú, cujo nosso único cuidado era com os botões e medalhinhas no pescoço, porque ela papava mesmo. Pobre bichana, morreu engasgada com um prego. &lt;br /&gt;A importância emocional para a criança no relacionamento com o irracional é que ela exercita e desenvolve melhor a sua aptidão na espontaneidade do amor e suas emoções positivas. E essa capacidade permanece por toda a vida.&lt;br /&gt;Uma vez encontrei no oco de uma velha figueira do mato, pertinho da casa da estância, uma ninhada de zorrilhos e me lembrei do que havia lido nas Seleções, sobre a sua condição domesticável. Como não manifestei agressividade, um zorrilho adulto jovem acabou se aproximando e fizemos amizade. Com o correr dos dias  e a tranqüilidade do pacto de não agressão, o San Martin, como foi batizado, só esperava eu sentar para tomar mate num carramanchão e se aproximava; o safado vinha me mordiscar o garrão e fazer festa como se gato fosse. O zorrilho é um herbívoro e tem uma dentição de acordo, bem singela e os lábios fartos, o que torna agradável dar-lhe o dedo ou a mão para morder, exercitando ele também o seu afeto, quem sabe.... Mandei então passar uma linha de arame como um parapeito e incluir a figueira no terreiro da casa e a zurrilhada passou a ser doméstica. Os cachorros não se metiam, porque também já tinham um pacto do tipo: eu não te mordo e tu não me mijas.&lt;br /&gt;Criei o zorrilho com a mesma emoção dos bichos de infância; por algum tempo dei-lhe atenção, leite e bolacha, em troca de companhia e mordiscadas no garrão. Tudo durou alguns meses e depois, como na estória, a força da libido bateu, o bichinho se alçou e numa bela tarde não mais apareceu; nunca mais. Foi de encontro à natureza, puxado por uma atração mais poderosa que a nossa estranha amizade. Mas fiquei com uma convicção, que retirei do "repelente" zorrilho, o seu lado dócil e brincalhão, o bem que me fazia, era muito melhor que o seu cheiro, que aliás não conheci. &lt;br /&gt;Como na vida, uma questão de jeito, de ponto de vista, como a limonada. Há que buscar a volta e achar a melhor conveniência, para dela tirar proveito!&lt;br /&gt;À propósito disso, há poucos dias atrás, estávamos em uma roda democrática a discutir as virtudes e os defeitos dos candidatos à Presidência da Republica, no próximo pleito. Uns achavam isso, outros aquilo, um mais gordo, outro mais magro, um fez isso e o outro não fez, mas um já deu provas, o outro não, já terceiros tem inexperiência total, até que resumi o meu pensamento na idéia de que ,cada um  dos participantes da roda pegasse um a um dos postulantes e os colocasse numa balança; de um lado seus erros e seus defeitos, no outro as virtudes, num lado as boas ações, no outro as más, o mesmo com as boas e más perspectivas, além das expectativas positivas e negativas, mas candidato que só tivesse virtudes e sem pecado não entraria naquele páreo e de preferencia nem deveria concorrer. Aproveitando sempre o maior peso do lado comprovadamente bom na vida pública de cada um e teríamos, como no caso do zorrilho, o melhor resultado e o melhor candidato, sem mijada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-2996397051059108150?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/2996397051059108150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/2996397051059108150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/um-zorrilho-na-poltica.html' title='Um zorrilho na política'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-8297923180336549883</id><published>2008-04-22T15:07:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T08:16:22.072-07:00</updated><title type='text'>O falso chiado</title><content type='html'>Recentemente, instalou-se mais um processo de cassação no Senado. E contra um político, cujo chiado balaqueiro e de soar falso, um excentrismo no Pará, e que há longos anos dava sinais de sua conduta leviana, a qual acabou em grossa currupção.(refería-me, à epoca dessa crônica, ao Senador Jáder Barbalho, verdadeira raposa da política). &lt;br /&gt;Se era tão evidente a todos, impossível que o seu partido, então desfigurado de membros importantes, aqui no sul, por sua obra maquiavélica, não tivesse se apercebido! Ao contrário, ainda correu o risco ao cair na armadilha de indicá-lo à presidência do Senado! E levando de roldão a apoiá-lo um homem como Pedro Simon, um político da melhor tradição e postura, defensor da ética da política, de raciocínio arguto e língua sovada, quando tornou-se uma presa fácil em um momento de embriaguez pelo aceno do poder, que por tal gesto talvez desta vez tenha esquecido de suas virtudes.&lt;br /&gt;A corrupção tem e terá a idade do homem. Como este, aperfeiçoou-se, evoluiu, até submeteu-se à ética. Vez que outra ela entra em acalmia, silencia mas não se acaba e nem se acabará. Entretanto, existe um tempo em que ela passou a ser melhor combatida, o tempo atual.&lt;br /&gt;Na história contemporânea e ao alcance da memória, senão de algumas vivências, a corrupção política e social apareceu sob forma de urnas fraudadas, de perpetuação no poder, de candidatos de algibeira, de revisão conveniente de resultados eleitorais, de capanguismo, de usurpação do poder, de ditaduras, de votos de cabresto, de enriquecimento às custas de trabalho escravo e da inexistência de melhores relações entre o capital e o trabalho. Bem como, de outras formas que a falta de informações, ou mesmo quando estas eram condenatórias a algum tipo de silêncio conveniente, não permitiam apurar.&lt;br /&gt;Os tempos modernos, os novos tempos do Brasil, trouxeram uma avalanche e um afloramento tal de fatos expúrios notórios que a corrupção parece ser maior na atualidade do que desde sempre; na verdade, um engano. Móises Lupion, governador do Paraná, foi um caso de corrupção envolvendo grandes somas há quarenta anos atrás; cuja notoriedade sem punição, devido à sua fuga, correu os anos como sendo um caso isolado de apuração de ilícito público de monta em nosso país. Depois, já em outros tempos, durante os anos de governo de exceção se fez o silênco, mas o homem continuou homem...&lt;br /&gt;Pois, somente nos últimos anos, em que um novo Brasil vem aproveitando-se da evolução tecnológica, de melhores comunicações, de ensino mais difundido e consequente conhecimento diluído entre as diversas camadas sociais, enfim, transformando-nos em uma civilização melhor evoluída e com mais livre pensar, que veio à tona uma eviente seqüência de graves falhas humanas apuradas, grossas prevaricações e os mais variados crimes principalmente contra o erário. Com a cassação de um sem-número de deputados, a punição de outros tantos homens comuns, de funcionários de vários escalões e de vários senadores. &lt;br /&gt;Basta buscar pela memória e não haverá precedentes ou tênues semelhanças em nosso passado político e social.&lt;br /&gt;Ainda que os conselhos de ética da Câmara ou do Senado venham sendo o infeliz ouvido das mais deslavadas mentiras e negações de autoria pelos processados, depois de muito arrastadas demarches, custosas de expor a pústula, estas casas vem atuando de forma a apresentar uma resposta satisfatória à sociedade neste particular. Ainda que exista a grave falha da lei que rege estes procedimentos, a qual permite, e não deveria, uma vez instalado o processo, a renúncia, que é uma confissão e a possibilidade da volta por cima ao meliante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-8297923180336549883?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/8297923180336549883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/8297923180336549883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-falso-chiado.html' title='O falso chiado'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-3409225330390306338</id><published>2008-04-22T15:06:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T08:51:03.976-07:00</updated><title type='text'>O futuro será descartavel?</title><content type='html'>Acabaram de inventar uma geladeira simplificada, apenas com o vão maior, sem o habitual congelador. Esse foi um procedimento da indústria nacional, que certamente teve similaridade em suas matrizes e que atenderá a vários interesses. Primeiro,a nova modalidade de eletrodoméstico produzirá um óbvio barateamento do produto e isso atende ao consumidor,do mesmo modo que mais pessoas adquirirão a novidade, beneficiando aí,o fabricante. Segundo,as geladeiras vindo sem o congelador,farão com que parte dos consumidores sintam essa falta e se obrigarão a buscar recurso nos "freezers", provavelmente dos mesmos fabricantes, que serão vendidos em maior número que antes, a fabricação aumentará, o preço tenderá a cair, a industria se expandirá, empregando mais gente na linha de montagem e mais lucro para o fabricante. Ou seja, bom para todos.&lt;br /&gt;Há uns 25 anos atrás, vítima de dificuldades gerenciais e,como consequencia, econômicas, a indústria de dentifrícios nos Estados Unidos e suas filiais pelo mundo à fora, tiveram uma inteligente, providencial e vantajosa idéia e como conseqüência tiveram um volumoso aumento no cosumo de seu produto, simplesmente aumentando gradativamente o diâmetro do orifício dos tubos de pasta de dente.Um artifício simples, elementar, que modificou as relações de mercado, recuperou as finanças, mantendo as fábricas em funcionamento, afastando a quebradeira e, conseqüência fundamental, mantendo o emprego de seus funcionários.&lt;br /&gt;Outro exemplo; quando gurí,no meu tempo inicial de estudante, em alguns trabalhos manuais em cartolina, na formação de figuras geométricas, como triângulo, hexágono, sendo que o mais difícil era o decaedro, se usava muito a "goma arábica" para colagem do material. Mais adiante,como a família era fregueza da livraria "A Predileta", lá passou-se a comprar o novo Durex, uma fita adesiva que revolucionou o ato de colar papéis e passou a ter muita utilidade no ramo; onde tivesse papel e outras atividades que a imaginação a achasse útil,lá estava a fitinha mágica. Muito livro de manuseio intenso foi consertado com Durex e há pouco ainda encontrei numa Biblioteca Pública exemplares daquela época, com a fita ainda grudada, como resquício de velhos consertos. Ou, no caso de estar desgrudada, deixando a marca do seu poder adesivo na página. Já a fita adesiva de hoje em dia, com as mesmas finalidades, não tem a mesma eficácia, deixou de ser Durex e passou a ser Rapidex ou Porcariarex, visto que quando voce chega na esquina o seu pacote já está desmantelado.&lt;br /&gt;E porque isso ocorre? Pelo simples fato de que a Scoth e os outros fabricantes de fitas desse tipo, optaram por fazer um produto menos durável, mas que mantivesse a vitalidade econômica de suas fábricas pelo consumo mais intensivo e maciço do produto e mantendo, como conseqüência, as oportunidades de emprego.&lt;br /&gt;Assim foi com o Durex, com o orifício da pasta dental e está sendo com a geladeira, cujos fabricantes tomaram providências de mercado em relação aos seus produtos, visando, primeiramente, a saúde financeira, mas retundaram também em benefício das oportunidades de emprego. Certamente os exemplos não acabam aí. &lt;br /&gt;Quanto tempo duram as suas lâmpadas em comparação com o passado? Como anda o fio da sua lâmina de barbear ou de depilar? E a lataria(e a plasticaria)do seu carro, continua resistente? Voce lembra do Ford de Bigode, assim chamado por causa do parachoques retorcido nas pontas, fabricado em 1929-30 e cujos alguns exemplares ainda rodam por aí e que só rodavam em estrada de terra, sem o recurso de amortecedores? Será que o seu carro atual ainda rodará daqui a 80 anos ou mais? É absolutamente improvável!&lt;br /&gt;Não sou economista, mas me preocupa muito a expansão de gente no mundo(parece que em 2050 as taxas se equilibrarão, prevém as estatísticas e os estudiosos)e também a expansão do desemprego em termos globais e suas gravíssimas conseqüências, sendo a violência urbana e as doenças mentais do desemprego, duas delas.&lt;br /&gt;Existe uma tendência mundial em produção, de manutenção da qualidade e perda da longevidade dos produtos, sendo que tal ocorre por inúmeros motivos, como por exemplo, o sapato que é moda hoje, não o será muito em breve, ou o computador multimídia de hoje será obsoleto em 3 anos .O mundo está veloz!&lt;br /&gt;Volto a dizer que não sou economista, mas como atento observador gostaria de lançar um repto ao Prof.Nocchi e sua Escola, a analisar a hipótese de que uma das soluções do desemprego presente e futuro no mundo globalizado possa passar pela idéia de produtos recicláveis em massa. Qualquer coisa, como produção de relógios à pilha, como já são, e precisos, que cumpram o seu papel, mas com duração de um mes,à custo baixíssimo; bom, barato e finito! E para quem quiser um Rolex, um Eternamatic ou um Omega "ferradura" e puder pagar, certamente existirão lojas que vendam por encomenda.&lt;br /&gt;Quanto ao poder aquisitivo para sustentar esse consumo, em parte sairia do próprio emprego e o resto de outras fontes, que não vão ser muito diferentes e distantes da produção primária, não é verdade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-3409225330390306338?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/3409225330390306338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/3409225330390306338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-futuro-sera-descartavel.html' title='O futuro será descartavel?'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-8100508520586032128</id><published>2008-04-22T15:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T09:18:19.235-07:00</updated><title type='text'>O braguetaço (1997)</title><content type='html'>Como cronista,  nem sempre me agrada escrever sobre assunto que esteja em todas manchetes ou nos principais jornais, porque julgo inoportuno tecer considerações sobre fatos sobre os quais todos os leitores já têm opinião formada e porque mais um texto colocado à disposição não passa de um abuso da paciência alheia. Além da falta de imaginação de quem escreve, é claro. A menos que se possa dizer mais alguma coisa além do que já foi escrito, como é minha pretensão em relação ao passado caso privado do presidente do Estados Unidos da América e que foi e é momentoso e notório.&lt;br /&gt;Como homem comum, o caso do Presidente com a leviana Srta. Mônica Lewinski (leviana porque saiu espalhando uma aventura que só ela tinha o privilégio, ou seja, o acesso ilícito à bragueta do Presidente mais poderoso do mundo, na época),caso que uma vez descoberto, deveria interessar única e exclusivamente a eles e à Sra.Clinton, cujo envolvimento no caso acontecido eu gostaria de comentar.&lt;br /&gt;Uma infidelidade no peito de uma mulher possui uma reação muito pessoal e nem sempre corresponde ao que era dito por ela antes de ocorrerem os fatos que tipificam a falta. Normalmente, uma mulher, com a permissão que os tempos dão à tratativa mais aberta do assunto, diz, sobre a possibilidade de ser traída, que reagirá desse e daquele modo, além de muitas variações de reação, geralmente contundentes ou cruentas em relação aos envolvidos. Algumas delas, entretanto, no ato da ocorrência real comportam-se segundo o momento de suas vidas, balizado por muitas circunstâncias. &lt;br /&gt;O que ocorreu com a Sra.Clinton e o comportamento sóbrio e aparentemente sereno que ela teve em relação às evidências, deve ter produzido muitas indagações e contradições nas cabeças das mulheres do mundo inteiro, julgando como se estivessem em situação civil e afetiva igual à dela. Além de críticas variadas à sua submissão aos fatos. Mas será mesmo que o que mais pesou para a Sra.Clinton foi a infidelidade em si ou ela pensou na filha de pouco pique e seu padecimento com uma família desfeita? &lt;br /&gt;Ou pensou no amor e na interdependência afetiva do casal e que isso pesou mais que o infortúnio? Ou, então, de forma visionária, será que ela não estava juntando pontos para um dia candidatar-se ao cargo que o marido ocupava, ou similar? Tudo é possível quanto a estas e muito mais possibilidades.&lt;br /&gt;Relativo ao Sr.Clinton, apesar de ter tido o cuidado de evitar ter relações sexuais completas com a Srta.Mônica, ou seja, relações com penetração intravaginal, tudo porque, segundo os autos do processo, não tinha confiança suficiente na parceira eventual da sala oval, esquecendo-se que a posição mais poderosa do mundo gera, também, nos outros, reações. Entre as quais, ambições as mais fortes do mundo, de forma proporcional. E graças à sua posição é que tiraram e tiram proveito os oportunistas. Quanto aos detalhes do que ocorreu dentro das paredes do gabinete e sobre as preferências do casal concupiscente, que por caracterizarem-se em encontros rápidos, provavelmente nem chegavam a tirar suas roupas (daí o título deste texto), bem como a rotulação de desvio sexual que lhes foi dada, julgados por suas supostas práticas, deve-se chamar isso de hipocrisia. Uma vez que, sabe-se, dentro e fora das quatro paredes (ou das paredes ovais, no caso), sabe-se que, na natureza, somente três animais não praticam a oralidade no sexo em suas diversas formas, dentre as quais o beijo voluptuoso é apenas um modesto exemplo. E tais animais são: o elefante, porque a tromba atrapalha, o burro porque, como diz a palavra, é burro; e o homem.... porque é mentiroso. Ou hipócrita, como foi o caso do promotor Kenneth Starr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-8100508520586032128?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/8100508520586032128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/8100508520586032128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-braguetao-1997.html' title='O braguetaço (1997)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-7216979544061749598</id><published>2008-04-22T15:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T15:05:18.625-07:00</updated><title type='text'>A Arte Ideal Da Política</title><content type='html'>À conduta humana, bastariam as tábuas de Moisés a balizar os atos  universais, pois nada mais são do que tábuas de princípios morais e éticos. Da mesma forma, nos códigos que regem a política deveriam atuar, somente, os princípios originais e superiores de convívio, comuns e úteis à qualquer associação humana. E aí, a humanidade e suas relações estariam melhores, bem como as constituições de todas as nações aproximar-se-iam da perfeição. Entendemos que os locais do exercício da política deveriam ser qual um "pantheon", donde emanassem as decisões mais corretas sobre o universo material e humano que o cerca. Um "olimpo" onde morassem os eleitos, alí colocados por suas virtudes incontestáveis e incorruptíveis. Bem como, para estas posições deveriam acorrer mentes  privilegiadas em condução, de inteligência e capacidade notória.  Percebe-se, no entanto, universalmente, que a política não alcançou estas características. Bem como,  pelas evidências que são muitas, nosso "olimpo" não detém a condição de lugar da elite dos homens. A ponto de concluirmos que, o pior da nossa política é saber que todos dependem dela de forma inarredável. , ainda que se saiba que a constelação política de qualquer sociedade traduz a heterogeneidade do povo, constitui apreensão verificar o crescimento da corrupção e escândalos, fruto do maior  volume e da  melhor apuração.&lt;br /&gt;Nos bons e nos maus políticos, a ânsia desmedida pelo poder e pela sua permanência nele, parece-nos ser um dos grandes males que se apresenta; porque induz a concessões,  prevaricações e, até, corrupção, por elasticidade moral comprometedora. No trato do real interesse popular, a um bom político deveria ser vedado atos pautados por emoções, uma vez que estas são manifestações de cunho pessoal e, sabe-se, onde agem as emoções não age o raciocínio, a isenção e a inteligência. Em uma decisão política onde existe a emoção,  não há lugar para decisões isentas, superiores e claras, tal como quando existe o penso e o concluo. É assim que se formam os inimigos políticos, que em disputa, esquecem-se do trato da coisa pública.&lt;br /&gt;Os partidos de sua parte, contaminaram-se de emoções pelos comportamentos pessoais e coletivos, transformando-se em correntes de rumo maleável, em busca de acomodação e espaço. A ponto de, num país como o Brasil, existirem tantas correntes que mal cabem em tanta agremiação.&lt;br /&gt;Quanto ao povo, a este  seria necessário somente um partido. Democrático, comunitário, fiel e representativo; associativista, popular, progressista, que privilegiasse o trabalho e as suas garantias; que não descuidasse do capital, mas que não o favorecesse. Um partido, sobretudo, livre, com atenção e decisão determinada contra as injustiças sociais; sóbrio, que semeasse a competência, protegesse a ciência e atento à moral. E mais um outro partido, como uma alternativa, com características semelhantes, fiel ao interesse da sociedade donde germinou, servindo ao necessário contraponto. O restoe o que hoje temossempre será irrelevante, interessando a poucos  que repartem o poder como pequenos feudos.&lt;br /&gt;Enfim, em tal ideação, associado ao trato das coisas dos outros sem interesses pessoais e sim aos referentes às suas posições representativas, não existiriam, nem oposições sistemáticas, nem apôios incontinentes.&lt;br /&gt;E a sociedade sorriria permanente, se fizesse a sua parte, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-7216979544061749598?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/7216979544061749598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/7216979544061749598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/arte-ideal-da-poltica.html' title='A Arte Ideal Da Política'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-4451218958816358422</id><published>2008-04-22T15:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T11:42:44.194-07:00</updated><title type='text'>O Ilícito vulgar</title><content type='html'>Muito já se escreveu sobre os motivos da ocrrência e sobre a própria corrupção que nos corroe e muito mais se escreve a cada caso atual. A respeito da qual o público se espanta, um grande contingente de juizes populares se manifesta e páginas e páginas se enchem de críticas e condenações aos envolvidos. Invariavelmente, espera-se por providências cabíveis que a distensão da lei nem sempre contempla e, ao menos de imediato, muitas vezes a maioria dos autores sai ileso, com sorriso irônico nos lábios, pose de mártir e juras de isenção. &lt;br /&gt;Nestes casos, todas as críticas traduzem o espanto pela moralidade abalada, pelos efeitos do ilícito sobre a economia popular e a execração pública recai sobre os maléficos autores. Mas, efeitos da raça humana e sem hipocrisia, vê-se que ocorre, aqui e acolá, uma velada e inconfessável ponta de inveja quanto a condição locupletada dos executores.&lt;br /&gt;Até que, pelo inequívoco e inexorável passar do tempo, senhor do universo, uma incrível nebulosa vai se formando ao longo dos dias, envolvente a tudo e a todos, produto de uma fisiologia cerebral liberal e adventícia, comprometida com angústias mais imediatas e por isso condicionada a esquecer aquilo que não mais se cosntitui em estímulo suficientemente eficaz para manter o juizo crítico ativo e exigente. Sobrevindo um providencial esquecimento, pelo menos muito longe das críticas iniciais. E a maioria dos casos, por mais condenáveis que sejam, perde a pressão da opinião pública, para alívio dos culpados e, muitas vezes, para o conforto daqueles a quem caberia a apuração correta e a busca das soluções cabíveis.&lt;br /&gt;A corrupção que nos vexa e outros ilícitos penais que redundam na insegurança a que o povo convive com aflição cada vez maior, com acomodação compulsória em muitos casos, são obras da mente humana desajustada. &lt;br /&gt;Em outras palavras, acaso conhecemos algum dos males que nos afligem, e à humanidade como um todo, que não tenham seu nascedouro no homem, que é nosso próximo? É mais fácil conter enchentes, prevenir-se de furacões e amansar feras do que conter a maldade humana em sua totalidade e engenhosidade. Pelo simples fato de ser esta uma condição inerente ao filhos de Adão, desde a simbólica implantação, no centro do paraíso, da árvore do bem e do mal.&lt;br /&gt;Os seres humanos possuem inúmeras condições em que a bipolaridade é regente de sua existência: a depressão e a alegria, a pobreza e a fartura, o norte e o sul, o positivo e o negativo, o calor e o frio, o amor e o ódio, que comportam-se de forma alterna e cíclica, como as ondas do mar, os cíclos da vida, das plantas, dos astros, das estações climáticas,  do ciclo menstrual etc. Sobre alguns destes temos mais domínio, de outros menos, ou até não. Sobre o bem e o mal, que nos são inerentes, é uma destas circunstâncias em que um só cresce com a permissão cedida pelo enfraquecimento do outro e que, no caso do bem, a formação humana vinda do lar, dos mestres e dos superiores ensina como agir e diferenciar. &lt;br /&gt;Mas que, entretanto, a permissividade da vida dada ao incorreto por moral pouco sólida, aliada à sensação de conquistas fáceis e, principalmente, de impunidade, ajudam a desvirtuar aquilo que cada um conhece como certo. &lt;br /&gt;Pois que não se diga que nem um  daqueles, exceto os interditos, que age contra a lei e a moral o faz por desconhecer as regras superiores de conduta humana. E sim, pratica o ilícito por uma banalidade concedida pela prática permissiva adquirida.&lt;br /&gt;O que ocorre na vida pública e privada brasileira, ainda que, como um último ou até conveniente recurso, nunca antes tantos políticos tenham sido punidos por corrupção e tampouco os presídios tenham estado tão cheios quanto agora. É que a vulgarização dos atos ilícitos no seio da sociedade, de onde todos somos egressos, tem experimentado um visível incremento por desequilíbrio destas forças, onde visivelmente o bem tem se mostrado pouco eficiente, acovardado, fazendo de conta, com pouca firmeza e sem seriedade. &lt;br /&gt;Uma sociedade fruto da família que pratica um  bem "light" que vem perdendo a parada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-4451218958816358422?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4451218958816358422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4451218958816358422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-ilcito-vulgar.html' title='O Ilícito vulgar'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-3962821527461324973</id><published>2008-04-22T15:02:00.002-07:00</published><updated>2008-05-04T11:59:44.649-07:00</updated><title type='text'>O senhor do mau fim</title><content type='html'>Quem, em vida dele, observou o senador Antonio Carlos Magalhães durante a acareação em plenário, desfigurado por suas bochechas arriadas e pelo constrangimento que lhe batia à porta naquele longo e incomodo momento, padecendo a investigação de seus colegas e, talvez, a condenação de quase toda a nação, entenderia, olhando além, o que é ser um objeto de amor e ódio.&lt;br /&gt;Afetuoso e autoritário, ouvinte crítico, às vezes cínico e rebatedor mordaz, competente na política, conhecedor e dono dos segredos em agradar seus eleitores, tornou-se incontestável pelo simples fato de, frente a um povo místico e humilde, saber encarnar o pai, o lider, o amparo e o provedor na nação baiana. Com direito a ter lavadas as escadas de seu pedestal e a não ter seu santo nome dito, assim, tão em vão. &lt;br /&gt;Já o apelido amável, "Painho", era como os soteropolitanos traduziam exatamente a proximidade e a veneração diária e de forma ampla, lá por aquelas plagas.&lt;br /&gt;Ao tomar-se conhecimento de pesquisas nacionais, 70-80% condenatórias, com cassação, àquele senador e ex-Presidente do Senado, à época do julgamento de um então potencial Presidente da República, ficava difícil entender-se a opinião condescendente dos seus conterrâneos ao manifestarem-se de todas as maneiras, discretas ou públicas, através de faixas, gingles e vídeos em sua defesa, digo, veneração - ou será como expiação? E que expôs opiniões a seu favor de figuras baianas notáveis a nível nacional, algumas sem o menor escrúpulo e outras com visível constrangimento.&lt;br /&gt;A moral e a ética são universais dentro de um contorno específico, obedecendo aos limites de uma determinada cultura, ainda que possua variações regionais de acordo com o consenso social. Entretanto, os reais pilares da moral não possuem oscilações dentro da geografia humana e o que é imoral, por ser contra um decálogo básico de princípios nas relações em qualquer sociedade, não pode conhecer atenuantes. Por isso, uma moral básica é imutável em qualquer parte do mundo.&lt;br /&gt;Mas, existe uma força que modifica a base da moral, em qualquer latitude e em qualquer nível. É a emoção com que é envolvida uma relação entre pessoas, o afeto que faz com que os julgamentos sejam feitos com o coração, que fazem da moral uma circunstância "amor-al". Assim, de um modo geral, nosso pai não erra, aprendemos isso em crianças e é muito difícil contrariar tais princípios. "Painho" era o pai branco e ideal, um "bonfim" vivo na terra dos baianos e, compreensivelmente, assim eles deveriam ser entendidos em sua solidariedade, ainda que sem desculpas.&lt;br /&gt;Antonio Carlos Magalhães, por seus méritos, foi um nome da história de um Brasil contemporâneo, nem porisso deveria de deixar de ser julgado pela evidente omissão que praticou no caso em que foi indiciado, pela suposta ordem dada, pelo enrêdo verbal que praticou. Mas, também, seria julgado pelo sentimento coletivo nacional contra o que, pelo seu autoritarismo e pelo seu coronelismo, pressupõem que tenha feito ao longo de sua carreira, em casos semlhantes. Este é o lado do político eleito e observado, do "pai" que o resto da nação conheceu e rejeita.&lt;br /&gt;Pessoas controversas geram sentimentos controvertidos, como o amor e o ódio em relação ao mesmo indivíduo. São emoções comuns, associadas às relações de chefões, de mafiosos, às paixões homossexuais, à relação com um sargento instrutor etc. E não deixa de ser comum em relação a uma autoridade mais do que pública, como no caso. Não seria de admirar, que em meio ao pranto e orações dos baianos, estivesse programado para o possível mau fim daquele senador muita churrascada, muito forró, roda de pagode e bumba meu boi, Brasil à fora, para os dias seguintes à sua cassaçaõ.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-3962821527461324973?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/3962821527461324973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/3962821527461324973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/o-senhor-do-mau-fim.html' title='O senhor do mau fim'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-4718286036469573560</id><published>2008-04-22T15:02:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T12:11:54.762-07:00</updated><title type='text'>Retardo político, carência de líderes</title><content type='html'>É inegável que o mundo, tudo o que vive nele e a sua inclusão em um universo maior, vive influenciado por ciclos característicos de cada nível, setor ou espécie. Aliás, obra do Criador disso tudo, que escolheu a figura geométrica perfeita do círculo, a significar a alternância com aperfeiçoamento, para exercer a regência universal que nos é próxima ou remota.&lt;br /&gt;Então, é possível observar no reino animal que esta influência de menor a maior sempre existiu com a função biológica de favorecer as espécies formadas por seres cada vez mais perfeitos e melhor capacitados a interagir com seu ambiente, muitas vezes influenciando-o.&lt;br /&gt;Em relação à raça humana, são infinitos os expmplos desta regência em alternância, como os ciclos das doenças que acometem o homem, das estações que o encantam ou o assolam, das plantas que o alimentam etc. Sendo ele melhor dotado pela inteligência racional, o homem tem mostrado que  estes e muitos mais ciclos que garantem a vida tem sido suficientes para amadurecer uma evolução da espécie, com um enriquecimento em todos os setores de sua influência, incluindo as organizacionais. Assim, as sociedades humanas evoluiram de tribais a escravagistas, feudais, coloniais, imperiais, ditatoriais e republicanas, amadurecendo junto os direitos humanos e os deveres individuais. E chegando-se à forma mais perfeita de convivência, que é a democracia. Entretanto, a julgar pela observação do mundo, é difícil imaginar que tal é o bastante, até por que  todas as demais evoluções permanecem ativas, em todos os mundos e no humano também. Logo, inclusive dentro da democracia, evoluir é mandatório.&lt;br /&gt;A democracia é fruto do amadurecimento pessoal e coletivo do homem e, no sentido amplo,  tão somente uma forma de governar com a participação, o mais que se possa, do povo que a elege, zela e desfruta. Democracia é um cultivar precioso que exige cuidados e atenção para apresentar o produto viçoso do vigor da beleza social.&lt;br /&gt;No entanto, a democracia passa a ser um conto político e social triste  se permitir a aflição de viver ao cidadão, se permitir o desmando, a corrupção, a incompetência administrativa, o alastrim de todas as formas de misérias humanas e sociais, associadas à ditadura das diferenças. A ponto, muitas vezes, de permitir a uma fração considerável da população que, quando ouve falar em progresso e estabilidade econômica, curte uma viuvez melancólica relativa aos governos de exceção.&lt;br /&gt;O Rio Grande e o Brasil, que evoluiram na república ao longo do século passado desde Castilhos, Borges, Getúlio, como ditador e presidente, visionários, maníacos, ditadura militar e abertura política, o fizeram em ciclos. &lt;br /&gt;No país, os mais recentes foram notáveis entre a predominância de situação e oposição em saudável disseminação geográfica. &lt;br /&gt;Mas a nação não colheu ainda todos os frutos, pois que não amadureceu ainda uma administração política que a colocasse na liderança mínima da América Latina, como era de se esperar diante de seu gigantismo, não possuindo se quer uma doutrina política séria a ser copiada e o mais das vezes valendo-se de orientações de decoreba. A um país onde tudo daria, tudo teria, tudo seria possível se conduzido com elevação, transcedência, seriedade e competência, onde a detenção do poder seria mera conseqüência e não a sua manutenção, uma imediata prioridade.&lt;br /&gt;Para exemplificar, em tempos modernos, no país e em especial no nosso Estado, observa-se com nitidez um flagrante de ciclo em política. Nos anos 50 e 60, Leonel Brizola era sinônimo de esquerda subvertente de determinada ordem social, idéias reformistas, levantes armados etc. Quem diria que um dia o mesmo e astuto político, com as mesmas idéias, teria sido um dia lembrado com esperança por muitos conservadores para desbancar a própria esquerda na administração estadual? Em outro, que antigos políticos do MDB e da Arena, país à fora, já tenham se juntado em tantos palanques? Os discursos permanecem os mesmos, cíclicos, mas não foi acrescentado idéias e soluções administrativas novas, necessárias à evolução obrigatória do processo.&lt;br /&gt;Pois, analisando a proximidade das eleições e os movimentos que se formam em sentido funilar, fica claro o retardo político que nos contrai e imoboliza dentro do comportamento circular, natural e alterno da política brasileira, ao ver que nossos pró-homens não evoluiram em diferenciação administrativa. Novamente teremos trocas de posição no comando das cidades, mas a safra de homens que se apresenta é pobre, alguns pré-fabricados no laboratório do mesmismo e do "de acordismo", outros que pretendem garantir posição à facções, outros portadores de fraca genética política, com discursos orientados a agradar, feitos por mercenários que ensinam o caminho do poder a quem deveria sabê-lo por natureza convincente. &lt;br /&gt;Candidatos que não mostram ou despertam a esperança de promover o necessário avanço a ser dado ao comportamento cíclico universal com elevação. &lt;br /&gt;Em clara impressão de que ainda não veremos a grande nação prometida e cantada. Busque, o Brasil não possui líderes compatíveis com o nosso momento de premência nacional e mundial, que movimentem suas entranhas não só com paixão, muito menos com levantes, mas com soluções marcantes e administração competente e séria dadas aos velhos e bem definidos problemas, nascidas da criatividade das idéias e que privilegiem menos o cetro próprio e mais o homem, que deve ser seu objetivo. E que sejam de conduta exemplar e façam sorrir a um povo empolgado ao dizer, como quem sai de um longo e custoso atoleiro:---Agora vai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-4718286036469573560?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4718286036469573560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/4718286036469573560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/retardo-poltico.html' title='Retardo político, carência de líderes'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1657733355542168689.post-5824374524814984201</id><published>2008-04-22T14:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T12:20:01.060-07:00</updated><title type='text'>Solidários no adeus</title><content type='html'>Quando uma comissão de ética de qualquer instituição se reune para deliberar de maneira conseqünte e objetiva, como de forma notória aconteceu recentemente no Senado, uma espécie de alerta, um sinal vermelho se acende. É uma sineta com o peso autoritário de uma velha mestra, daqueles de palmatória, a soar no íntimo dos seus menbros, cuja postura geral passa a sofrer a influência singular da incumbência. E, investigados e investigadores, modificam as prioridades de suas vidas de relação e funcional, ficando a mercê de emoções diferentes, as mais variadas, algumas até incomuns e que geram gestos inesperados. &lt;br /&gt;Como foi o caso do amparo aparentemente incomum dado a José Roberto Arruda em sua despedida, por seus ex-colegas.Um membro qualquer neste tipo de tribunal, na fase de indiciamento, desperta em seus pares um sentimento ou emoção que nem sempre está ligado à aprovação ou não dada ao tipo de delito praticado. Sem relação a um comportamento concernente ou mesmo às suas alegações, as quais podem ser de negação ou de culpa; ou até ambas. Durante a inquirição e a deliberação que fluirá, seus pares serão tangidos em suas emoções. Haverão atos manifestos de acordo com a suposição ou convencimento de culpa do questionado. Mas, também e até principalmente, assim será de acordo com a imagem íntima e pessoal, nem sempre consciente, criada pelo investigado nos investigadores ao longo do tempo, desde antes. O que, de um lado, terá inevitável influnência no julgamento, este baseado no regimento próprio da instituição e que produzirá uma decisão baseada na lei. Mas, por outro lado, acionará sentimentos, imperceptíveis até, de aversão ou de simpatia centradas no indivíduo por seus julgadores.&lt;br /&gt;Assim, é possível que de cada cabeça, independente da lei regimental que rege o funcionamento de uma determinada Comissão, emane variações éticas sobre um mesmo fato, as quais criarão uma dimensão individual em cada julgador, com conseqünte valorização moral, emocionalmente variável, dada ao questionado. Por exemplo, é possível que dentre os julgadores, de forma explicita e consciente, ou de forma escamoteada, este ou aquele um dia tenha pensado em cometer o mesmo delito, com plena justificativa íntima, não possuindo então e em relação ao fato recente a mesma rigidez que seu vizinho de bancada. E sim uma aquiescência permissiva, abrandando sua condenação e suavisando a emoção negativa em relação ao fato, simpática ao possível infrator, por que não.&lt;br /&gt;Assim, com esta idéia e outras muitas alternativas não regimentais é possível entender o comportamento solidário da maioria dos escalados para julgar o senador José Roberto Arruda e que foi manifestado ao fim da sessão com a comunicação de sua renúncia. É possível que Arruda, ao renunciar, tenha produzido um sentimento de alívio, inicialmente em seus pares menos convíctos de sua culpa ou da real dimensão desta. É possível, também, que sua renúncia estivesse poupando seus julgadores de uma posição incômoda, por ene motivos, inclusive pela sensação inconsciente de estarem julgando a sí próprios. Embora os dois senadores indiciados tenham tido delitos de igual dimensão, mesmo assim é possível que por parte dos membros da Comissão a aversão a Arruda, construída ao longo dos anos, fosse menor que a aversão a ACM. É possível, por fim, por seu comportamento pinóquio, que seus pares o julgassem mais pueril e menos conseqüente em seu ato delituoso. &lt;br /&gt;Na verdade, uma variável muito grande de motivos íntimos esteve por trás da salidariedade no adeus a Arruda em sua saída, inclusive por representar, para alguns, menos risco que seu companheiro de infortúnio. Foi assim percebido em Simon, Jucá, Suplicy, Barbalho etc; ainda que, em relação a este último, não tenha ficado bem claro se mostrava o caminho da saída ou se reconhecia a rota.....&lt;br /&gt;De ACM esperava-se uma despedida com expectativa mais turbulenta, como sempre foi o seu estilo; diziam que sairia fazendo uso da "metralhadora giratória" que carregou durante toda uma vida política de silencios obsequiosos. Aliás, ao longo da qual encarregou-se de criar para si uma figura ambígüa nas relações políticas e pessoais, geradora de muito amor e muito ódio. Dos membros da Comissão, a maioria sentiu igual alívio no dia de sua renuncia e sentiu assim por serem poupados de sua condenação explícita, em política sempre um prato indigesto. Enquanto outros, fruto de suas relações passadas tormentosas, lamentaram não poder condená-lo com muito gosto. &lt;br /&gt;E ao final, então, pelas mesmas emoções, algumas desconhecidas e outras não, entre seus pares foi saudado com justeza por sua altivez - como negar? - e cumprimentado por alguns que nele reconheciam algum tipo de paternidade, política ou não. &lt;br /&gt;Enquanto muitos saudaram a doravante, talvez não definitiva, distância de sua malvadez(a).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1657733355542168689-5824374524814984201?l=jbtpolitica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/5824374524814984201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1657733355542168689/posts/default/5824374524814984201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpolitica.blogspot.com/2008/04/solidrios-no-adeus.html' title='Solidários no adeus'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
